Uma nova prensa de extrusão começa a ser definida muito antes da escolha do equipamento

Investir em uma nova prensa exige mais do que comparar tonelagens e capacidades nominais. É preciso conhecer os produtos que serão fabricados e entender como o equipamento irá trabalhar dentro da realidade de cada indústria.

Quando uma empresa decide investir em uma nova prensa de extrusão de alumínio, uma das primeiras discussões costuma girar em torno da tonelagem. É natural que seja assim. A capacidade do equipamento é uma referência importante e ajuda a direcionar as primeiras avaliações.

O problema é quando essa informação passa a ser o principal critério de escolha.

Uma prensa de maior tonelagem não representa, necessariamente, maior produtividade. Da mesma forma, dois equipamentos com capacidades nominais semelhantes podem apresentar resultados diferentes, dependendo das condições em que serão utilizados.

Antes de discutir qual prensa adquirir, é preciso conhecer os perfis que a empresa pretende produzir, as ligas utilizadas, os volumes esperados e as características da linha em que o equipamento será instalado.

São essas informações que começam a definir o projeto.

O produto determina boa parte das exigências do processo

Quem trabalha com extrusão sabe que não basta considerar o peso ou as dimensões externas de um perfil para avaliar as condições necessárias à sua fabricação.

A geometria da seção, a espessura das paredes, a relação de extrusão e a liga utilizada interferem diretamente no comportamento do material durante o processo.

Perfis com paredes finas ou geometrias mais complexas podem exigir maior controle das condições de extrusão. Algumas ligas, por sua vez, apresentam maior resistência à deformação e demandam condições específicas de temperatura, pressão e velocidade.

Essas características precisam entrar na análise desde o início.

O diâmetro do tarugo também faz parte dessa definição. Sua escolha influencia a relação de extrusão e precisa ser compatível com as características do produto e com a configuração da prensa.

É justamente nessa combinação de fatores que a avaliação técnica ganha importância. Uma prensa precisa ter condições de trabalhar com o conjunto de produtos previsto para a operação, e não apenas atender a um valor nominal de capacidade.

A capacidade da prensa e a produtividade da fábrica são coisas diferentes

Uma questão que merece atenção durante a especificação é o comportamento dos demais equipamentos da linha.

Imagine uma indústria que pretende aumentar seu volume de produção e decide investir em uma prensa de maior capacidade. Se o forno de tarugos, os sistemas de alimentação ou os equipamentos de saída não acompanharem as novas condições de operação, a produtividade esperada poderá não se concretizar.

A prensa terá capacidade para produzir, mas o restante da linha poderá limitar seu desempenho.

O tempo necessário para preparar os tarugos, as trocas de matrizes, as condições de resfriamento e a movimentação dos perfis também entram nessa conta.

Por isso, quando o objetivo é ampliar a produção, não basta avaliar o equipamento principal. É necessário entender como a nova prensa será integrada à estrutura existente e quais adaptações serão necessárias.

Em determinados projetos, a modernização de equipamentos auxiliares pode ser tão importante quanto a aquisição da própria prensa.

Tecnologia e automação precisam fazer sentido na operação

Outro ponto que costuma aparecer nas discussões sobre novos equipamentos é o nível de automação.

Os recursos disponíveis atualmente permitem maior controle de diferentes parâmetros do processo, incluindo velocidade, pressão e temperatura. A integração entre os equipamentos também amplia as possibilidades de acompanhamento da produção.

Mas a escolha desses recursos precisa partir das necessidades da fábrica.

Uma operação com grande variedade de perfis e trocas frequentes de produção pode apresentar exigências diferentes de uma linha dedicada a produtos mais padronizados.

O mesmo vale para os requisitos de controle, rastreabilidade e integração com outros sistemas.

A questão não é simplesmente escolher uma prensa com mais recursos tecnológicos, mas identificar quais deles serão efetivamente utilizados e como poderão contribuir para o processo produtivo.

E quando a fábrica precisar produzir mais?

Existe ainda um aspecto que não deveria ficar fora dessa discussão: o planejamento dos próximos anos.

Uma prensa de extrusão é um investimento de longo prazo. Durante sua vida útil, a empresa poderá conquistar novos clientes, desenvolver outros perfis, trabalhar com ligas diferentes ou precisar aumentar seus volumes de produção.

Nem todas essas mudanças podem ser previstas. Ainda assim, os planos de expansão conhecidos precisam ser considerados durante a especificação.

Uma configuração dimensionada exclusivamente para a demanda atual pode apresentar limitações diante de novos projetos. Por outro lado, investir em uma capacidade muito superior à necessária também exige uma justificativa técnica e econômica.

Encontrar esse equilíbrio depende de uma análise que envolva produção, engenharia e planejamento industrial.

Também é nessa etapa que devem ser avaliadas as condições de infraestrutura, instalação e integração da nova prensa com os equipamentos existentes.

A escolha começa com as perguntas certas

Antes de solicitar uma proposta, vale reunir as informações que realmente irão orientar a especificação: os perfis que serão produzidos, as ligas utilizadas, as dimensões dos tarugos, a capacidade desejada e as condições da linha.

Com esses dados, a conversa deixa de se limitar à comparação entre modelos e passa a considerar o que a empresa efetivamente precisa.

É dessa forma que um investimento em equipamentos pode ser discutido com a profundidade técnica que exige.

Como representante da SLX no Brasil, a Emmetals trabalha com o fornecimento de prensas de extrusão de alumínio para diferentes necessidades industriais.

Se sua empresa está avaliando a aquisição de uma nova prensa ou planejando ampliar sua linha de extrusão, nossa equipe está disponível para conhecer o projeto e discutir as possibilidades de configuração.

Emmetals | Representante SLX no Brasil

 

 

Foto de Eduardo Melchior

Eduardo Melchior

Chief Executive Officer

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fale Conosco

Inscreva-se!

Fique por dentro das novidades da EMMETALS e garanta sempre informações do segmento.

Links Utéis

Follow Us